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As 20 Maiores Empresas de Dispositivos Médicos no Brasil e Como Trabalhar Nelas [2026]

Ranking das 20 maiores empresas de dispositivos médicos no Brasil, multinacionais e nacionais, com dados de faturamento, localização, empregos e guia prático de carreira.

Mercado
22 de fevereiro de 2026
13 min de leitura

Índice

  1. O setor de dispositivos médicos no Brasil em números
  2. Ranking das 20 maiores empresas de dispositivos médicos no Brasil
  3. Perfil das multinacionais: onde estão e o que fazem no Brasil
  4. Empresas brasileiras de dispositivos médicos com alcance global
  5. Cargos, salários e faixas de remuneração no setor
  6. Como trabalhar nas maiores empresas: processo seletivo e certificações valorizadas
  7. Perguntas frequentes
Em resumo

O mercado de empresas de dispositivos médicos no Brasil movimenta US$ 15–16 bilhões por ano, emprega mais de 85 mil profissionais diretamente e cresce a um CAGR de 6,4% ao ano, criando demanda contínua por engenheiros biomédicos, especialistas em regulatório, profissionais de qualidade e vendas.

O mercado de empresas de dispositivos médicos no Brasil movimenta US$ 15–16 bilhões por ano, emprega mais de 85 mil profissionais diretamente e cresce a um CAGR de 6,4% ao ano, criando demanda contínua por engenheiros biomédicos, especialistas em regulatório, profissionais de qualidade e vendas técnicas. Neste artigo, você encontra o ranking completo das 20 maiores empresas do setor (14 multinacionais e 6 nacionais), com dados de faturamento global, presença industrial no Brasil e um guia prático de como ingressar em cada uma delas.

Este artigo faz parte do Guia Definitivo de Engenharia Biomédica.

O setor de dispositivos médicos no Brasil em números

Antes de explorar as empresas individualmente, é fundamental entender a dimensão do ecossistema. A ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos) registrou R$ 26,1 bilhões em produção industrial em 2024, com 85.078 empregos diretos crescimento de 7% em relação ao ano anterior. As exportações bateram recorde histórico: US$ 1,17 bilhão (+24,6%), com produtos chegando a mais de 180 países.

O setor brasileiro de dispositivos médicos gerou quase 6.000 novas vagas em 2024, com contratações de bioengenheiros crescendo 50% em 12 meses. As exportações bateram recorde histórico de US$ 1,17 bilhão (+24,6%).

— ABIMO / CAGED, 2024

O lado das importações, representado pela ABIMED revela a escala das multinacionais no país: US$ 9,79 bilhões em produtos internacionalizados. O déficit comercial de US$ 8,62 bilhões não é apenas um número econômico, é um mapa de onde estão as maiores empresas do mundo operando no Brasil. Para o profissional de engenharia biomédica, esse ecossistema representa uma das maiores concentrações de vagas qualificadas do setor industrial brasileiro.

Indicador Valor (2024)
Produção industrial (ABIMO) R$ 26,1 bilhões
Empregos diretos na indústria 85.078 (+7%)
Exportações US$ 1,17 bilhão (+24,6%)
Importações US$ 9,79 bilhões
CAGR projetado (até 2030) 6,4% ao ano
Empresas investindo em IA 61%
Sistemas Da Vinci no Brasil 150+

Para uma análise detalhada da estrutura macroeconômica do setor, segmentos, balança comercial e política industrial, consulte o artigo sobre o mercado de dispositivos médicos no Brasil.

Ranking das 20 maiores empresas de dispositivos médicos no Brasil

O ranking a seguir combina faturamento global (referência para porte e capacidade de investimento) com presença industrial e de pesquisa no Brasil. As posições de 1 a 14 são multinacionais; de 15 a 20, empresas brasileiras que exportam para dezenas de países e competem em nichos específicos de alta tecnologia. Para quem se interessa pelo lado financeiro, nosso artigo sobre ações de dispositivos médicos e como investir no setor analisa as principais empresas listadas em bolsa.

# Empresa Faturamento Global Segmento Principal Presença no Brasil
1 Medtronic US$ 33,5 bi Cardiovascular, neuro, robótica São Paulo (SP), sede regional
2 J&J MedTech US$ 31,9 bi Ortopedia, cirurgia, visão Complexo São José dos Campos, maior fora dos EUA
3 Abbott US$ 28,3 bi Diagnóstico, cardiovascular, neuro Fábricas no RJ e BH; 2.600 colaboradores
4 Siemens Healthineers US$ 25,7 bi Imagem, diagnóstico laboratorial, IA Fábrica Joinville (SC); R$ 100M em P&D
5 Stryker US$ 22,6 bi Ortopedia, neurotecnologia, robótica cirúrgica São Paulo (SP)
6 BD (Becton Dickinson) US$ 20,2 bi Diagnóstico, biosciences, intervenção médica Fábricas Curitiba (PR) e Juiz de Fora (MG)
7 Philips Healthcare ~US$ 20,1 bi Imagem, monitoramento, saúde domiciliar Lagoa Santa (MG) e Varginha (MG)
8 GE HealthCare US$ 19,6 bi Imagem, ultrassom, soluções digitais Fábrica Contagem (MG)
9 Boston Scientific US$ 16,7 bi Endoscopia, cardiologia, urologia São Paulo (SP)
10 B. Braun ~US$ 10,6 bi Infusão, cirurgia, cuidados intensivos São Gonçalo (RJ); 1.400+ funcionários
11 Baxter International ~US$ 10,6 bi Renal, hospitalar, farmácia Brasil; 1.200+ colaboradores
12 Olympus ~US$ 8 bi Endoscopia, microscopia, cirurgia mínima São Paulo (SP)
13 Zimmer Biomet US$ 7,7 bi Ortopedia, reconstrutiva, digital São Paulo (SP)
14 Smith & Nephew US$ 5,8 bi Ortopedia, gestão de feridas, ENT São Paulo (SP)
15 Dabi Atlante / Alliage ~R$ 300M+ Odontologia, equipamentos médicos Ribeirão Preto (SP); 75 anos; 150+ países
16 Fanem Neonatologia (incubadoras, fototerapia) São Paulo (SP); fundada 1924; fábrica na Índia
17 Scitech Cardiologia intervencionista (stents) São Paulo (SP); 280+ funcionários; 45+ países; stents SUS
18 Magnamed Ventilação mecânica, monitoração São Paulo (SP); aprovação FDA; 70+ países
19 Instramed Eletrocirurgia, desfibriladores, laparoscopia Porto Alegre (RS); CE Mark; 30+ países
20 brain4care Neurotecnologia (sensor intracraniano não-invasivo) São Paulo (SP); FDA 2021; 80+ instituições
Leia tambémGuia de Compra de Equipamentos Hospitalares: Especificação Técnica e Processo LicitatórioGuia completo sobre compra de equipamentos hospitalares no Brasil: Lei 14.133/2021, elaboração de Estudo Técnico…

Perfil das multinacionais: onde estão e o que fazem no Brasil

As multinacionais do setor não operam apenas como importadoras no Brasil, muitas possuem plantas industriais, centros de P&D e operações de suporte técnico de escala relevante. Entender a estrutura de cada uma é o primeiro passo para identificar onde há vagas e que perfis são procurados.

Infográfico com ranking das 20 maiores empresas de dispositivos médicos no Brasil por faturamento global, destacando multinacionais e empresas nacionais com presença industrial no país
As 14 maiores multinacionais em faturamento global concentram a maior parte do mercado brasileiro. As 6 empresas nacionais se destacam em nichos específicos, exportando para mais de 45 países com certificações internacionais como FDA e CE Mark.
Descrição completa da imagem

Infográfico com ranking das 20 maiores empresas de dispositivos médicos no Brasil por faturamento global, destacando multinacionais e empresas nacionais com presença industrial no país.

Medtronic, líder global com foco em robótica e cardiovascular

A Medtronic, com faturamento global de US$ 33,5 bilhões lidera o ranking mundial e opera no Brasil com sede em São Paulo. A empresa é referência em dispositivos cardiovasculares, neuromodulação, diabetes (monitoramento contínuo de glicose) e cirurgia robótica. Recentemente, a Medtronic obteve autorização FDA para seu novo sistema robótico espinal, expandindo sua presença no segmento. Com mais de 150 sistemas Da Vinci instalados no Brasil, o mercado de robótica cirúrgica, onde a Medtronic compete via Mazor e Hugo, é um dos de maior crescimento. O processo seletivo usa a plataforma Workday e exige inglês fluente para a maioria das posições técnicas.

Interior de fábrica de dispositivos médicos com linha de montagem de equipamentos hospitalares e profissionais em sala limpa com EPIs brancos
As multinacionais instaladas no Brasil operam plantas industriais com padrões internacionais de manufatura, incluindo salas limpas certificadas e processos controlados por normas ISO 13485 e IEC 60601.

J&J MedTech, o maior complexo industrial da empresa fora dos EUA

A divisão de tecnologia médica da Johnson & Johnson mantém em São José dos Campos (SP) seu maior complexo industrial fora dos Estados Unidos, com 3.000 a 5.000 funcionários. O site produz dispositivos cirúrgicos, ortopédicos e de visão, e abriga um dos programas de estágio mais estruturados do setor: a remuneração de R$ 2.324/mês para estagiários posiciona a empresa entre as mais competitivas para estudantes. A J&J MedTech também investe em P&D local, o que significa vagas para engenheiros com perfil de pesquisa aplicada.

Abbott, 2.600 colaboradores e fábricas em dois estados

A Abbott opera no Brasil com 2.600 colaboradores fábricas no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte e atuação em quatro divisões: diagnóstico laboratorial, cardiovascular, neuromodulação e nutrição médica. A divisão de diagnóstico, que inclui o FreeStyle Libre (sensor contínuo de glicose), é a de maior crescimento no país. Para engenheiros biomédicos, as áreas de maior demanda são aplicações clínicas, regulatório e qualidade.

Siemens Healthineers, R$ 100 milhões em P&D e fábrica em Joinville

A Siemens Healthineers se destaca por ter uma das operações industriais mais relevantes do setor no Brasil: a fábrica de Joinville (SC) produz equipamentos de diagnóstico por imagem e é complementada por um investimento de R$ 100 milhões em P&D local. A empresa detém cerca de 30% do mercado brasileiro de equipamentos de imagem e opera com processos seletivos que valorizam fortemente candidatos com conhecimento de normas IEC 60601 e experiência com ISO 13485.

BD (Becton Dickinson), manufatura em Curitiba e Juiz de Fora

A BD mantém duas plantas industriais no Brasil em Curitiba (PR) e Juiz de Fora (MG) produzindo seringas, cateteres, sistemas de coleta de sangue e produtos de diagnóstico. Com faturamento global de US$ 20,2 bilhões a empresa é uma das principais empregadoras em engenharia de produção, qualidade e regulatório no interior do país, fora do eixo São Paulo.

B. Braun, 1.400+ profissionais em São Gonçalo

A B. Braun opera em São Gonçalo (RJ) com mais de 1.400 funcionários produzindo soluções para infusão, cuidados intensivos e cirurgia. A empresa alemã é conhecida internamente pela cultura de desenvolvimento de carreira estruturado e programas de trainee. O perfil buscado inclui engenheiros com domínio de processos de manufatura e sistema de gestão de qualidade conforme ISO 13485.

Empresas brasileiras de dispositivos médicos com alcance global

O Brasil é o maior mercado de dispositivos médicos da América Latina, com mais de 1.200 fabricantes, 7.300 hospitais e um mercado que movimenta entre US$ 15 e 16 bilhões ao ano.

— ABIMO / ABIIS, 2024

As seis empresas nacionais no ranking não são players regionais, são organizações que desenvolveram tecnologia própria, obtiveram certificações internacionais exigentes (FDA, CE Mark) e exportam para dezenas de países. Cada uma representa um modelo diferente de como uma empresa brasileira pode competir globalmente em nichos de alta tecnologia médica.

Fanem, 100 anos de neonatologia, fábrica na Índia

Fundada em 1924 a Fanem é uma das empresas mais antigas do setor no Brasil e exporta incubadoras neonatais e equipamentos de fototerapia para mais de 135 países. A empresa foi tão longe internacionalmente que instalou uma fábrica própria na Índia um feito raro para indústrias brasileiras de dispositivos médicos. Para engenheiros interessados em P&D de equipamentos neonatais, a Fanem é referência de longevidade e inovação sustentada.

Scitech, stents para o SUS e exportação para 45 países

A Scitech é uma das poucas empresas brasileiras com capacidade de produzir stents coronarianos dispositivos de altíssima complexidade regulatória. Com 280+ funcionários e exportação para mais de 45 países a empresa fornece stents para o SUS e compete diretamente com fabricantes internacionais em qualidade e custo. Para engenheiros de materiais, de processos e regulatório, a Scitech representa uma das oportunidades mais técnicas do ecossistema nacional.

Magnamed, ventiladores com aprovação FDA e 70 países atendidos

A Magnamed ganhou projeção global durante a pandemia de COVID-19 com seus ventiladores mecânicos, mas sua trajetória de exportação é anterior: a empresa exporta para mais de 70 países e obteve aprovação do FDA americano uma das certificações mais rigorosas do mundo para dispositivos de suporte de vida. Com portfólio que inclui também monitores multiparamétricos, a Magnamed é modelo de como uma empresa nacional pode escalar globalmente com P&D próprio.

Instramed, desfibriladores com CE Mark e 30 países

Baseada em Porto Alegre (RS) a Instramed produz desfibriladores, equipamentos de eletrocirurgia e sistemas de laparoscopia, exportando para mais de 30 países e com certificação CE Mark europeia. É uma das referências do setor gaúcho de tecnologia médica e oferece oportunidades em engenharia de desenvolvimento de produto e engenharia clínica para profissionais no Sul do país.

brain4care, sensor intracraniano não-invasivo, FDA em 2021

A brain4care é o caso mais recente e disruptivo no ranking: desenvolveu um sensor não-invasivo para monitoramento da pressão intracraniana problema de engenharia que a medicina tenta resolver há décadas. Com aprovação do FDA em 2021 e adoção por mais de 80 instituições no Brasil e no exterior, a empresa representa o novo perfil de empresa deeptech brasileira em saúde. Para profissionais de P&D, regulatório e neuroengenharia, a brain4care é uma das saídas mais inovadoras do ecossistema nacional. Veja mais sobre esse tipo de empresa no artigo sobre healthtechs brasileiras.

Leia tambémO Mercado de Dispositivos Médicos no Brasil: R$ 26 Bilhões em Dados e Análises [2026]Análise do mercado de dispositivos médicos no Brasil com dados ABIMO, ABIMED e ABIIS: tamanho, segmentos, exportações,…

Cargos, salários e faixas de remuneração no setor

O setor de dispositivos médicos oferece algumas das maiores remunerações da indústria para engenheiros biomédicos no Brasil, e novas aprovações regulatórias continuam criando oportunidades, como a recente aprovação FDA da Novocure para tratamento de câncer de pâncreas. A variação entre cargos é expressiva, e a trajetória de carreira pode avançar rapidamente em empresas com cultura de desenvolvimento estruturado.

Cargo Faixa Salarial (R$/mês) Observação
Engenheiro Clínico R$ 6.950 – R$ 15.477 Hospitais e distribuidores; crescente demanda
Engenheiro de Aplicação R$ 10.000 – R$ 31.050 Interface técnica com clientes; exige domínio clínico
Assuntos Regulatórios R$ 7.000 – R$ 35.000 Maior amplitude salarial do setor; sênior escasso
Qualidade (QA/QC) R$ 9.381 – R$ 20.442 ISO 13485, Six Sigma valorizados
P&D (Desenvolvimento de Produto) R$ 9.000 – R$ 25.000 Maior concentração em São Paulo e MG
Gerente de Produto R$ 18.000 – R$ 30.000 Marketing técnico; inglês fluente obrigatório
Vendas Técnicas (com comissões) até R$ 42.000 Comissões variáveis; perfil consultivo
Estágio (J&J referência) R$ 2.324/mês Portfólio relevante no currículo

O cargo de Assuntos Regulatórios chama atenção pela amplitude: a faixa de R$ 7.000 a R$ 35.000 reflete a escassez de profissionais seniores com domínio da ANVISA FDA e IMDRF simultaneamente. Para quem quer um aprofundamento sobre remunerações, o artigo sobre salário do engenheiro biomédico detalha faixas por nível, especialidade e região. Já as áreas de atuação em engenharia biomédica descrevem o dia a dia de cada função.

Como trabalhar nas maiores empresas: processo seletivo e certificações valorizadas

Candidatar-se às maiores empresas de dispositivos médicos exige um processo diferente do mercado geral: há etapas técnicas específicas, ferramentas de seleção padronizadas e competências que separam candidatos aprovados dos eliminados nas primeiras fases.

Plataformas de candidatura

A grande maioria das multinacionais, Medtronic, J&J MedTech, Abbott, Siemens Healthineers, Stryker, BD, GE HealthCare, usa a plataforma Workday para gestão de vagas e candidaturas. É fundamental criar um perfil completo no Workday com palavras-chave alinhadas à vaga e ao setor. As empresas nacionais (Scitech, Magnamed, Instramed, brain4care) tendem a usar o Gupy ou LinkedIn diretamente. Candidatar-se pelo canal correto aumenta a visibilidade do perfil no ATS (Applicant Tracking System).

Fluxograma do processo seletivo nas empresas de dispositivos médicos no Brasil, com etapas do cadastro até a oferta e certificações ISO 13485, Six Sigma e IEC 60601 valorizadas
O processo seletivo nas multinacionais de dispositivos médicos tem entre 5 e 7 etapas e dura de 4 a 12 semanas. Certificações como ISO 13485 e Six Sigma aumentam significativamente a competitividade do candidato.
Descrição completa da imagem

Fluxograma do processo seletivo nas empresas de dispositivos médicos no Brasil, com etapas do cadastro até a oferta e certificações ISO 13485, Six Sigma e IEC 60601 valorizadas.

Etapas do processo seletivo

O processo nas multinacionais tem entre 5 e 7 etapas e dura de 4 a 12 semanas. As etapas típicas incluem:

  1. Triagem de currículo palavras-chave técnicas, formação e certificações
  2. Teste online lógica, inglês e, em muitos casos, questões técnicas do setor
  3. Entrevista com RH alinhamento cultural, motivações e fit comportamental
  4. Painel técnico apresentação de caso ou projeto com engenheiros seniores
  5. Entrevista com o gestor direto aprofundamento técnico e expectativas do cargo
  6. Referências e proposta verificação de experiências anteriores e oferta

Para estagiários, J&J e Medtronic costumam ter programas anuais com datas específicas de inscrição, acompanhar as páginas institucionais dessas empresas é essencial.

Certificações e competências valorizadas

O setor de dispositivos médicos tem um conjunto de certificações que funcionam como sinalizadores de competência técnica. As mais valorizadas em 2026 são:

  • ISO 13485 sistema de gestão da qualidade específico para dispositivos médicos; praticamente obrigatório em QA/QC
  • Six Sigma (Green Belt ou Black Belt) melhoria de processos; exigido em cargos seniores de qualidade e operações
  • ISO 14971 gerenciamento de riscos em dispositivos médicos; crítico para P&D e regulatório
  • IEC 60601 segurança de equipamentos elétrico-médicos; fundamental para engenheiros de produto
  • Inglês fluente obrigatório em todas as multinacionais para cargos técnicos; avaliado com teste prático na maioria dos processos

O domínio de ferramentas como ANVISA RDC 751/2022, sistemas de documentação técnica (DHF, DMR) e experiência com auditorias ISO são diferenciais concretos. Para aprofundamento nas normas técnicas do setor, consulte o artigo sobre normas técnicas em engenharia biomédica.

O impacto da IA e das novas tecnologias nas contratações

Com 61% das empresas de dispositivos médicos investindo em inteligência artificial há uma demanda crescente por engenheiros com perfil de dados, machine learning aplicado à saúde e desenvolvimento de Software as a Medical Device (SaMD). Candidatos com formação em processamento de sinais biomédicos ou imagens médicas têm vantagem nessa transição. O artigo sobre tendências e futuro da engenharia biomédica detalha como essas tecnologias estão remodelando os perfis de contratação no setor.

Perguntas frequentes

Quais são as maiores empresas de dispositivos médicos no Brasil?

As maiores empresas de dispositivos médicos no Brasil por faturamento global são: Medtronic (US$ 33,5 bi), J&J MedTech (US$ 31,9 bi), Abbott (US$ 28,3 bi), Siemens Healthineers (US$ 25,7 bi) e Stryker (US$ 22,6 bi). Entre as nacionais, destacam-se Dabi Atlante/Alliage, Fanem (fundada em 1924, exporta para 135+ países), Scitech (stents para 45+ países), Magnamed (aprovação FDA, 70+ países), Instramed (CE Mark, 30+ países) e brain4care (sensor intracraniano não-invasivo, FDA 2021).

Como trabalhar na Medtronic ou J&J MedTech no Brasil?

Para trabalhar na Medtronic ou J&J MedTech no Brasil, o caminho é cadastrar-se na plataforma Workday (usada por ambas as empresas) com um perfil completo e palavras-chave do setor. O processo seletivo tem entre 5 e 7 etapas e dura de 4 a 12 semanas. Inglês fluente é obrigatório para posições técnicas. Certificações em ISO 13485, ISO 14971 e IEC 60601 são diferenciais competitivos significativos. A J&J MedTech tem programa de estágio estruturado em São José dos Campos (SP) com remuneração de R$ 2.324/mês.

Qual o salário de engenheiro biomédico em empresas de dispositivos médicos?

Os salários variam significativamente por cargo: Engenheiro de Aplicação recebe entre R$ 10.000 e R$ 31.050; Assuntos Regulatórios entre R$ 7.000 e R$ 35.000 (a maior amplitude do setor, refletindo escassez de seniores); Qualidade (QA/QC) entre R$ 9.381 e R$ 20.442; Gerente de Produto entre R$ 18.000 e R$ 30.000; e Vendas Técnicas pode chegar a R$ 42.000 com comissões. Engenheiros Clínicos recebem entre R$ 6.950 e R$ 15.477.

Quais certificações são obrigatórias para trabalhar em dispositivos médicos?

As certificações mais valorizadas no setor de dispositivos médicos no Brasil em 2026 são: ISO 13485 (sistema de gestão da qualidade para dispositivos médicos, praticamente obrigatória em QA/QC), ISO 14971 (gerenciamento de riscos, crítica para P&D e regulatório), IEC 60601 (segurança de equipamentos elétrico-médicos, fundamental para engenheiros de produto) e Six Sigma Green Belt ou Black Belt (exigido em cargos seniores de operações). Inglês fluente é avaliado praticamente em todos os processos seletivos de multinacionais.

Quais empresas brasileiras de dispositivos médicos exportam para o exterior?

Várias empresas nacionais têm alcance internacional relevante: Fanem exporta incubadoras neonatais para mais de 135 países e possui fábrica própria na Índia; Magnamed exporta ventiladores para 70+ países com aprovação FDA; Scitech vende stents coronarianos para 45+ países; Instramed exporta desfibriladores para 30+ países com certificação CE Mark europeia; e brain4care possui sensor intracraniano não-invasivo com aprovação FDA (2021) adotado por 80+ instituições. A Dabi Atlante/Alliage, com 75 anos de mercado, exporta equipamentos odontológicos e médicos para 150+ países.

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Publicado por engenhariabiomedica.com

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