engenhariabiomédicaPortal de Referência
Formação
Visão GeralGraduaçãoPós-GraduaçãoGrade CurricularSaláriosCursos
Carreira
Visão GeralRoadmap: Estágio à DiretoriaCertificações ProfissionaisCursos e EspecializaçõesEstágio e Primeiro EmpregoTransição de CarreiraLivros EssenciaisProcesso Seletivo PPGEB
Áreas de Atuação
Visão GeralEngenharia ClínicaInstrumentação BiomédicaBiomecânica e ReabilitaçãoBiomateriais e Eng. de TecidosProcessamento de Sinais e ImagensInformática em SaúdeIA em SaúdeNeuroengenharia e BCIRobótica CirúrgicaBioimpressão 3DEngenharia Genômica e CRISPRNanotecnologia Biomédica
Mercado
Visão GeralEmpresas e EmpregadoresHealthtechs e StartupsPanorama InternacionalEventos
Equipamentos
Visão GeralCentro CirúrgicoUTIDiagnóstico por ImagemManutenção HospitalarGestão de Parque TecnológicoIndicadores de Eng. Clínica
Regulamentação
Visão GeralANVISA e Dispositivos MédicosCONFEA/CREANormas TécnicasCertificação INMETROSaMD — Software como Disp. Médico
Pesquisa
Visão GeralCentros de PesquisaFinanciamentoPublicação CientíficaPython e MATLAB para BiomédicaRepositórios Acadêmicos
Artigos
Newsletter
engenhariabiomédicaPortal de Referência

O portal mais completo sobre Engenharia Biomédica no Brasil.

Assinar newsletter

Formação & Carreira

  • Graduação
  • Pós-Graduação
  • Grade Curricular
  • Roadmap de Carreira
  • Certificações

Áreas de Atuação

  • Eng. Clínica
  • IA em Saúde
  • Robótica Cirúrgica
  • Neuroengenharia
  • Biomateriais

Mercado

  • Panorama
  • Empresas
  • Healthtechs
  • Eventos
  • Diagnóstico por Imagem

Regulamentação

  • ANVISA
  • CREA
  • Normas Técnicas
  • SaMD

Pesquisa

  • Centros de Pesquisa
  • Financiamento
  • Python/MATLAB
  • Publicação Científica
© 2026 engenhariabiomedica.com
SobreContatoGlossárioRecursosPrivacidade
DPO: [email protected]
  1. Início
  2. Artigos
  3. Todas as Faculdades de Engenharia Biomédica no Brasil: Ranking, Notas e Comparativo [2026]
Formação

Todas as Faculdades de Engenharia Biomédica no Brasil: Ranking, Notas e Comparativo [2026]

Lista completa das 29 faculdades de engenharia biomédica no Brasil em 2026: 8 públicas federais e 21 privadas, com notas MEC, notas de corte SiSU, mensalidades e comparativo.

Formação
21 de fevereiro de 2026
16 min de leitura

Índice

  1. Quantas faculdades de engenharia biomédica existem no Brasil
  2. Universidades públicas federais com engenharia biomédica
  3. Melhores instituições privadas de engenharia biomédica
  4. Notas de corte SiSU 2025 para engenharia biomédica
  5. Avaliação MEC: o que existe e o que falta
  6. Distribuição geográfica: onde estão os cursos
  7. EaD em engenharia biomédica: regulamentação e controvérsia
  8. Qual faculdade escolher: recomendação por perfil
  9. Perguntas frequentes
Em resumo

Existem 29 graduações em engenharia biomédica no Brasil em 2026 um número bem menor do que a maioria dos candidatos imagina, e distribuído de forma extremamente desigual pelo território nacional.

Existem 29 graduações em engenharia biomédica no Brasil em 2026 um número bem menor do que a maioria dos candidatos imagina, e distribuído de forma extremamente desigual pelo território nacional. Se você está pesquisando onde cursar engenharia biomédica, este guia reúne dados concretos de todas as instituições: conceitos MEC, notas de corte SiSU, mensalidades, número de vagas e o perfil de cada programa para que você possa comparar com segurança.

Antes de mergulhar nos dados, se você ainda está avaliando se a carreira faz sentido para o seu perfil, leia o nosso Guia Definitivo de Engenharia Biomédica ele explica o que o engenheiro biomédico faz, quanto ganha e como está o mercado de trabalho. Este artigo parte do pressuposto de que você já sabe que quer o curso e quer encontrar a melhor instituição.

Quantas faculdades de engenharia biomédica existem no Brasil

O levantamento mais recente no e-MEC (fevereiro de 2026) aponta 29 cursos ativos de bacharelado em engenharia biomédica no Brasil: 8 em universidades federais, 20 em instituições privadas presenciais e 1 semipresencial. O número cresceu de forma acelerada a partir de 2010, mas ainda é modesto comparado a países como os EUA, que têm mais de 200 programas acreditados pela ABET.

Um erro muito comum entre candidatos é buscar engenharia biomédica na USP, na UNICAMP ou na UFRJ, três das maiores universidades do país, e não encontrar o curso. A explicação é simples: essas instituições oferecem pós-graduação em engenharia biomédica, mas não possuem graduação. Confundir os dois níveis leva a pesquisas frustradas e, pior, a inscrições em processos seletivos inexistentes.

Instituição Tem graduação? O que oferecem
USP (Universidade de São Paulo) Não Mestrado e doutorado em engenharia biomédica
UNICAMP Não Mestrado e doutorado em engenharia biomédica
UFRJ Não Mestrado e doutorado em engenharia biomédica
COPPE/UFRJ Não Pós-graduação lato e stricto sensu
PUC-RIO Não Especialização e mestrado

O total de 29 cursos ativos distribui-se da seguinte forma: 8 universidades federais 20 instituições privadas com modalidade presencial e 1 semipresencial (regulamentada após o Decreto 12.456/2025). Não existem cursos estaduais de engenharia biomédica no Brasil, a presença pública fica inteiramente no âmbito federal.

Universidades públicas federais com engenharia biomédica

As oito federais são o núcleo histórico da engenharia biomédica brasileira. A mais antiga é a UFPE que iniciou o curso em Recife em 2001, quando o campo ainda era quase desconhecido no país. A mais recente é a UFNT que abriu turma em Araguaína (TO) em 2025, marcando a primeira oferta federal na região Norte fora do Pará.

Universidade Cidade/UF Ano de criação Vagas/ano Conceito de Curso (CC) Turno
UFPE Recife (PE) 2001 30 CC5 (Máximo) Integral
UFU Uberlândia (MG) 2006 40 CC5 (Máximo) Integral
UFABC Santo André (SP) 2009 125 (BCT) Integral
UNIFESP São José dos Campos (SP) 2010 40 CC5 (Máximo) Integral
UFRN Natal (RN) 2010 40 CC4 Integral
UFPA Belém (PA) 2012 30 CC3 Integral
UFSJ São João del-Rei (MG) 2013 30 CC4 Integral
UFNT Araguaína (TO) 2025 15 * Integral

*UFNT ainda não passou pelo ciclo avaliativo do ENADE/MEC por ser um curso recém-criado. O CC será atribuído após o primeiro ciclo completo.

Mapa do Brasil com localização das 8 universidades federais que oferecem engenharia biomédica
As 8 universidades federais com graduação em engenharia biomédica, concentração no Sudeste e vazios no Centro-Oeste

UFPE, o pioneiro com nota máxima

A Universidade Federal de Pernambuco foi a primeira instituição brasileira a oferecer graduação em engenharia biomédica. Com CC5, o programa de Recife é referência nacional em pesquisa de instrumentação médica e processamento de sinais biomédicos. O grupo de pesquisa em neurofisiologia computacional da UFPE tem publicações em periódicos de alto impacto e convênios com hospitais universitários do Nordeste. A nota de corte SiSU 2025 foi de 750,23 pontos (pesos iguais), refletindo a alta demanda pelo curso.

UFU, maior nota de corte SiSU entre as federais

A Universidade Federal de Uberlândia atingiu CC5 e registrou a maior nota de corte SiSU 2025 entre os cursos de engenharia biomédica: 754,24 pontos. O programa em Uberlândia tem forte ênfase em dispositivos médicos e biomateriais, com laboratórios modernos e parcerias com a indústria mineira de equipamentos médico-hospitalares. O HCU-UFU funciona como campo de estágio natural para os alunos.

UFABC, entrada via bacharelado interdisciplinar

A Universidade Federal do ABC opera com modelo diferenciado: o ingresso é pelo Bacharelado em Ciência e Tecnologia (BCT) com 125 vagas, e a especialização em engenharia biomédica ocorre apenas no terceiro ano. Isso torna a comparação direta de nota de corte mais complexa, a nota de corte do BCT em 2025 girou em torno de 709 pontos. A UFABC não tem CC atribuído especificamente para engenharia biomédica por conta do modelo de entrada unificado.

UNIFESP São José dos Campos, medicina e engenharia na mesma instituição

O campus de São José dos Campos da UNIFESP abriu o curso de engenharia biomédica aproveitando a já consolidada tradição médica da universidade. Com CC5, o programa tem acesso privilegiado ao Hospital São Paulo e ao Instituto do Coração como ambientes de pesquisa clínica. É um dos poucos cursos onde a integração com pacientes reais começa já na graduação.

UFRN, Natal e a nota de corte mais alta do Brasil

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte chama atenção pelas notas de corte elevadas quando se considera o sistema de pesos diferenciados que o curso adota. Em 2025, a nota de corte ponderada atingiu aproximadamente 815 pontos tornando-se o curso mais concorrido do Brasil considerando os pesos aplicados às provas. Com CC4, o programa tem foco em bioeletrônica e telemedicina.

UFPA, UFSJ e UFNT, expansão para Norte e interior

A UFPA em Belém, com CC3, é a única opção federal na Amazônia e cumpre papel estratégico de formar profissionais para o sistema de saúde da região Norte. A UFSJ em São João del-Rei (CC4) atende o interior de Minas Gerais com um programa sólido e de menor concorrência que UFU e UNIFESP. A UFNT em Araguaína é a mais jovem, com apenas 15 vagas em 2025 e sem avaliação MEC ainda disponível, pioneira no Tocantins.

Leia tambémPós-Graduação em Engenharia Biomédica: Todos os Programas de Mestrado e Doutorado no Brasil [2026]Guia completo com todos os 13 PPGs de Engenharia Biomédica em Engenharias IV: conceitos CAPES, classificação oficial da…

Melhores instituições privadas de engenharia biomédica

O setor privado responde por 20 dos 29 programas ativos. A variação de qualidade e custo é enorme: mensalidades vão de R$ 212 a mais de R$ 2.500 e os Conceitos de Curso (CC) variam de não avaliado a CC5. As melhores privadas competem de perto com as federais em pesquisa e infraestrutura.

Instituição Cidade/UF CC MEC Mensalidade aprox. Diferencial
PUCPR Curitiba (PR) CC5 R$ 1.618 Única privada com CC5; laboratórios de robótica cirúrgica
UNIVAP São José dos Campos (SP) CC4 R$ 1.330 Pioneira privada (1998); polo tecnológico aeroespacial
PUC-SP São Paulo (SP) CC4 R$ 492* Reforma curricular 2024 reduziu mensalidade em 42%
INATEL Santa Rita do Sapucaí (MG) CC4 R$ 980 Ecossistema de startups de hardware médico
UCL Lavras (MG) CC4 R$ 1.177 Custo-benefício elevado; turno noturno disponível
Centro Universitário Albert Einstein São Paulo (SP) R$ 2.500+ Acesso ao Hospital Albert Einstein; foco clínico intenso
Unijorge Salvador (BA) CC3 R$ 890 Única opção nordestina privada de referência
UniSão Paulo São Paulo (SP) CC3 R$ 1.100 Infraestrutura hospitalar própria
UNIVILLE Joinville (SC) CC3 R$ 1.050 Polo de dispositivos médicos em Santa Catarina
Mackenzie São Paulo (SP) CC3 R$ 1.480 Marca reconhecida; laboratórios de eletrônica bem equipados

*Mensalidade PUC-SP após reforma curricular 2024; valores anteriores eram próximos a R$ 850.

PUCPR, única privada com CC5

A Pontifícia Universidade Católica do Paraná é a única instituição privada do Brasil com CC5 em engenharia biomédica, equiparando-se às melhores federais em termos de avaliação MEC. O programa em Curitiba tem laboratórios de robótica cirúrgica, bioimpressão 3D e simulação clínica de alta fidelidade. A PUCPR mantém convênios com o Hospital Universitário Cajuru e com empresas como Philips e Siemens Healthineers para estágio e pesquisa aplicada.

UNIVAP, a pioneira privada

A Universidade do Vale do Paraíba em São José dos Campos, iniciou seu curso de engenharia biomédica ainda em 1998, antes mesmo da maioria das federais. A localização no maior polo aeroespacial do Brasil favorece parcerias com o ITA, o INPE e empresas de tecnologia embarcada que demandam profissionais de instrumentação. Com CC4 e mensalidade de R$ 1.330, é uma escolha sólida para quem quer a região do Vale do Paraíba sem precisar enfrentar a concorrência da UNIFESP.

PUC-SP, reforma que mudou o jogo de custo

A reforma curricular implementada pela PUC-SP em 2024 reorganizou o curso e reduziu a mensalidade em aproximadamente 42%, tornando o programa uma das opções privadas mais acessíveis de São Paulo com CC4. O ProUni também está disponível, em 2025, a nota de corte para bolsa integral na PUC-SP foi de 743,66 pontos no ENEM, o que posiciona o curso entre os mais concorridos do programa.

Notas de corte SiSU 2025 para engenharia biomédica

A nota média de corte do SiSU 2025 para engenharia biomédica foi de 667,76 pontos (considerando pesos iguais), o que posiciona o curso entre os 40% mais concorridos do sistema. Para fins de comparação, engenharia civil tem média de 620 pontos e medicina supera 800 na maioria das federais. A tabela abaixo consolida as notas confirmadas para 2025.

A nota de corte média nacional no SiSU 2025 para Engenharia Biomédica foi de 667,76 pontos na ampla concorrência, posicionando o curso na 36ª posição entre 88 cursos avaliados em competitividade.

— SiSU/INEP, Edital 2025
Instituição Cidade Nota de corte 2025 (pesos iguais) Nota ponderada Turno
UFU Uberlândia (MG) 754,24 754,24 Integral
UFPE Recife (PE) 750,23 750,23 Integral
UFRN Natal (RN) ~720 ~815 (ponderada) Integral
UFABC (BCT) Santo André (SP) ~709 ~709 Integral
UFNT Araguaína (TO) 708,19 708,19 Integral
UNIFESP São José dos Campos (SP) ~690 Integral
UFSJ São João del-Rei (MG) ~650 Integral
UFPA Belém (PA) ~620 Integral

Uma atenção especial para a UFRN: o curso aplica pesos diferenciados nas provas do ENEM (maior peso para Ciências da Natureza e Matemática), o que eleva a nota ponderada para cerca de 815 pontos, tornando-o, na prática, mais concorrido que UFU e UFPE quando os pesos são considerados. Sempre verifique os pesos específicos de cada instituição antes de fazer sua simulação no portal do SiSU.

Gráfico de notas de corte SiSU 2025 para engenharia biomédica nas universidades federais brasileiras
Notas de corte SiSU 2025: UFU lidera com 754 pontos (pesos iguais), média nacional de 667 pontos posiciona o curso no top 40

ProUni e FIES para engenharia biomédica

O ProUni contempla engenharia biomédica em diversas instituições privadas. As notas de corte ProUni 2025 para bolsa integral ficaram entre 650 e 760 pontos, com destaque para:

  • PUC-SP: 743,66 pontos (bolsa integral)
  • PUCPR: 738,10 pontos (bolsa integral)
  • UNIVAP: 698,50 pontos (bolsa integral)
  • INATEL: 682,30 pontos (bolsa integral)

O FIES está disponível para a maioria das privadas listadas, mas é preciso verificar a disponibilidade de vagas financiadas por processo seletivo, a oferta é limitada e varia por semestre. Para mais detalhes sobre remuneração e perspectivas de retorno do investimento, veja o artigo quanto ganha o engenheiro biomédico em 2026.

Leia tambémDiferença entre Engenharia Biomédica e Engenharia Clínica: Tudo Que Você Precisa Saber [2026]Engenharia biomédica é o campo amplo com 12+ subáreas; engenharia clínica é a especialização focada em gestão…

Avaliação MEC: o que existe e o que falta

Um dado que surpreende muitos candidatos: o ENADE nunca avaliou especificamente a engenharia biomédica. O curso não tem área própria no exame, os alunos de engenharia biomédica participam do ENADE na categoria de engenharias, o que dilui a avaliação e impede a comparação direta entre programas. Isso significa que o Conceito de Curso (CC) que deriva do ENADE, também não é específico para engenharia biomédica na maioria das instituições.

O que existe de avaliação disponível é o CC calculado a partir do desempenho geral da área de engenharia. A distribuição atual é:

Conceito de Curso Significado Instituições com esse CC em EB
CC5 Excelente (máximo) UFU, UFPE, UNIFESP, PUCPR
CC4 Muito bom UFRN, UFSJ, UNIVAP, PUC-SP, INATEL, UCL
CC3 Bom UFPA, Unijorge, UniSão Paulo, UNIVILLE, Mackenzie
Sem avaliação Curso novo ou não avaliado UFABC, UFNT, Albert Einstein e ~10 privadas

O CC deve ser lido com cautela: um CC3 não significa necessariamente um curso ruim, pode refletir apenas um ciclo avaliativo desfavorável ou uma metodologia de ensino que não é bem captada pelo ENADE. O e-MEC é a fonte oficial para verificar o CC atualizado de cada instituição.

A ausência de avaliação própria para engenharia biomédica é um problema sistêmico que a Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica (SBEB) e o CONFEA têm discutido com o MEC. A expectativa é que a próxima reforma do ENADE inclua uma categoria específica para o curso, o que traria mais transparência ao processo de avaliação.

O ENADE nunca avaliou Engenharia Biomédica como área distinta. A maioria dos programas não possui CPC, Conceito ENADE ou IDD, as métricas padrão usadas para comparar cursos superiores no Brasil.

— INEP/MEC, ciclos avaliativos do ENADE até 2025

Distribuição geográfica: onde estão os cursos

A distribuição geográfica dos cursos de engenharia biomédica no Brasil revela uma concentração extrema no Sudeste e um vazio completo no Centro-Oeste. Dos 29 programas ativos, 19 (67%) estão no Sudeste, São Paulo concentra mais de metade desses. O Centro-Oeste, que inclui Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal, não tem nenhum programa de graduação em engenharia biomédica. É uma das lacunas mais gritantes do ensino de engenharia no país.

Dezoito dos 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal não possuem nenhum programa de graduação em Engenharia Biomédica, apesar de Brasília sediar a ANVISA, o Ministério da Saúde e numerosos hospitais federais.

— Cadastro e-MEC, consulta fevereiro de 2026
Região Cursos ativos % do total Estados com cursos
Sudeste 19 67% SP (12), MG (5), RJ (2)
Sul 4 14% PR (2), SC (2)
Nordeste 2 7% PE (1), RN (1), + BA em privada
Norte 2 7% PA (1), TO (1)
Centro-Oeste 0 0%

Linha do tempo: a expansão dos cursos desde 2001

A história da engenharia biomédica no Brasil como curso de graduação tem menos de 25 anos. A cronologia revela três fases distintas:

Mapa de distribuição geográfica dos cursos de engenharia biomédica no Brasil por região
Desigualdade regional: 67% dos cursos estão no Sudeste enquanto o Centro-Oeste não possui nenhum programa
  • 2001–2009 (fase pioneira): UFPE (2001), UFU (2006), UNIVAP (1998, única privada pioneira), UFABC (2009). Poucos cursos, todos de alta qualidade.
  • 2010–2018 (fase de expansão das federais): UNIFESP (2010), UFRN (2010), UFPA (2012), UFSJ (2013). Também explosão de privadas com qualidade variável.
  • 2019–2026 (consolidação e regulamentação): UFNT (2025), Albert Einstein (2022), mais privadas. Decreto 12.456/2025 barra EaD puro. Foco em qualidade sobre quantidade.

A aceleração do setor privado entre 2015 e 2022 criou alguns programas frágeis que hoje enfrentam dificuldade de acreditação e alta evasão. A regulamentação de 2025 tende a forçar um processo natural de consolidação do mercado. Para entender melhor as oportunidades que surgem neste cenário, leia sobre as tendências e o futuro da engenharia biomédica.

EaD em engenharia biomédica: regulamentação e controvérsia

A modalidade de ensino a distância em engenharia biomédica entrou em colapso regulatório em 2025. O Decreto 12.456/2025 publicado em agosto daquele ano, proibiu a oferta de 100% EaD para cursos de engenharia, incluindo engenharia biomédica. A medida encerrou os programas puramente online que existiam até então e forçou as instituições a se adequarem ao modelo semipresencial ou a encerrarem as atividades.

O único curso semipresencial atualmente ativo e reconhecido pelo MEC é o da UNINTER em Curitiba, que opera com atividades laboratoriais presenciais obrigatórias e cumpre os requisitos mínimos da nova regulamentação. A mensalidade é de aproximadamente R$ 212, o menor valor entre todos os programas do país.

Por que o EaD puro falhou em engenharia biomédica

Os dados de evasão dos cursos EaD em engenharia biomédica apontavam para um problema estrutural grave antes mesmo do decreto. A taxa de evasão em programas 100% online chegava a 80% contra aproximadamente 25% nos presenciais. As razões são técnicas e práticas:

  • O curso exige laboratórios de eletrônica, biossensores e metrologia que não podem ser simulados adequadamente
  • A formação prática em ambientes hospitalares depende de supervisão presencial
  • A regulamentação do CONFEA/CREA para o registro profissional exige comprovação de atividades práticas supervisionadas
  • Empresas do setor de dispositivos médicos (ABIMO) historicamente não contratavam formados por EaD

A realidade é que engenharia biomédica, por sua natureza interdisciplinar e prática, é um dos cursos menos adequados para a modalidade totalmente a distância. O decreto apenas formalizou o que o mercado já sinalizava. Se você está considerando a carreira mas tem restrições de deslocamento, o caminho mais seguro é buscar um curso presencial ou semipresencial com laboratórios regulamentados. Para todos os detalhes sobre a situação atual do EaD, incluindo custos e alternativas, leia nosso guia sobre Engenharia Biomédica EaD.

Para entender melhor as diferenças entre engenharia biomédica e cursos relacionados como biomedicina, o artigo sobre a diferença entre engenharia biomédica e biomedicina é um bom ponto de partida.

Qual faculdade escolher: recomendação por perfil

Não existe uma resposta universal, a melhor faculdade depende do seu perfil, objetivo de carreira e condições concretas. A tabela abaixo mapeia perfis comuns e as opções mais adequadas:

Perfil do estudante Prioridade Melhores opções Por quê
Alta nota no ENEM (700+), quer pública gratuita Qualidade máxima sem custo UFU, UFPE, UNIFESP CC5, pesquisa de ponta, custo zero
Alta nota ENEM, mora no Nordeste Qualidade + proximidade regional UFPE, UFRN Evita relocação; qualidade federal comprovada
Quer ir à melhor privada, tem condições financeiras Infraestrutura e rede privada PUCPR, Albert Einstein CC5 (PUCPR) e acesso hospitalar premium (Einstein)
Precisa de ProUni ou FIES Acesso com bolsa PUC-SP, PUCPR, UNIVAP Notas de corte ProUni viáveis; CC4/5
Nota ENEM entre 620 e 680, quer federal Federal com entrada mais acessível UFPA, UFSJ, UFNT Notas de corte mais baixas sem abrir mão do gratuito
Quer startups e ecossistema de inovação Ambiente empreendedor INATEL, UNIVAP, UFABC Polos tecnológicos consolidados; cultura maker
Mora no interior de MG, quer federal Proximidade + qualidade UFU, UFSJ Opções sólidas dentro do estado
Orçamento muito limitado, qualquer modalidade Menor custo viável UNINTER (semipresencial), UCL R$ 212 e R$ 1.177, menor custo presencial/semi

O que analisar além do ranking

Os números do MEC e as notas de corte são pontos de partida, não de chegada. Antes de decidir, avalie também:

  • Laboratórios específicos: O curso tem laboratório de biossensores, processamento de imagens médicas e biomecânica? Visite presencialmente se possível.
  • Convênios hospitalares: Onde os alunos fazem estágio? Hospital universitário próprio ou conveniado? Quantas horas práticas em ambiente clínico?
  • Grupos de pesquisa ativos: Consulte a Plataforma Lattes e veja se há grupos publicando em periódicos como IEEE TBME, Medical Physics ou Biomedical Signal Processing.
  • Taxa de empregabilidade: Peça dados à coordenação ou busque ex-alunos no LinkedIn. O mercado de trabalho para engenheiros biomédicos tem nuances regionais importantes.
  • Grade curricular: O curso é mais voltado a eletrônica, a TI médica ou a biomecânica? O foco deve estar alinhado com as áreas de atuação que você almeja.

Perguntas frequentes

USP e UNICAMP têm engenharia biomédica?

Não em nível de graduação. A USP tem pós-graduação em engenharia biomédica vinculada à Escola Politécnica e à Faculdade de Medicina. A UNICAMP tem grupos de pesquisa em engenharia biomédica dentro de outras engenharias, mas não oferece bacharelado específico. Para cursar engenharia biomédica nessas cidades, as opções são UNIFESP (São José dos Campos, região metropolitana de SP), UFABC (Santo André) ou uma das privadas paulistanas.

Qual é a nota mínima do ENEM para engenharia biomédica nas federais?

A nota mais baixa de corte SiSU 2025 entre as federais foi da UFPA, em torno de 620 pontos (pesos iguais). A mais alta foi da UFU, com 754,24 pontos. Se você não tem nota suficiente para as federais mais concorridas, considere UFSJ ou UFPA, ambas têm programas sólidos com notas de acesso mais acessíveis. Lembre-se de simular sua nota no sistema SiSU antes de decidir.

Engenharia biomédica EaD tem valor no mercado de trabalho?

O Decreto 12.456/2025 encerrou os cursos 100% EaD em engenharia, então esta opção não existe mais de forma regular. O único semipresencial ativo é o da UNINTER. Historicamente, formados por EaD em engenharia biomédica encontravam mais resistência nas empresas do setor, especialmente fabricantes de equipamentos médico-hospitalares e hospitais de grande porte, que exigem comprovação de habilidades laboratoriais. O semipresencial regulamentado tende a ser melhor aceito que o EaD puro era.

É possível fazer engenharia biomédica se não sou bom em matemática?

Engenharia biomédica exige uma base sólida em matemática, física e eletrônica, não há como contornar isso. O diferencial do curso é que essa matemática está sempre aplicada a problemas de saúde concretos, o que motiva muitos estudantes que não se identificavam com engenharia "abstrata". Se você tem dificuldades em cálculo, a recomendação é reforçar antes do vestibular ou aproveitar os primeiros semestres para nivelar, a maioria dos programas tem monitoria e apoio acadêmico. Para entender mais sobre a decisão de se vale a pena cursar engenharia biomédica temos um artigo específico sobre o tema.

Quais estados brasileiros não têm nenhum curso de engenharia biomédica?

A maioria dos estados brasileiros não tem nenhum programa. O Centro-Oeste inteiro (DF, GO, MT, MS) não tem nenhum curso. No Nordeste, a oferta está restrita a Pernambuco e Rio Grande do Norte no setor público, mais algumas privadas na Bahia. Estados como Ceará, Maranhão, Piauí, Alagoas, Sergipe e Paraíba não têm nenhum programa ativo. No Norte, só Pará e Tocantins. Isso significa que candidatos dessas regiões precisam, na prática, considerar relocação para estudar presencialmente, o que deve entrar no cálculo do custo total da formação.


O panorama completo das faculdades de engenharia biomédica no Brasil revela um campo em crescimento, mas ainda concentrado geograficamente e com avaliação oficial insuficiente. A boa notícia é que as melhores instituições, federais com CC5 e PUCPR, estão entre as melhores da América Latina no campo. O próximo passo, depois de identificar as instituições que se encaixam no seu perfil, é aprofundar o entendimento sobre a carreira em si: o Guia Definitivo de Engenharia Biomédica cobre tudo o que você precisa saber sobre mercado, salários e especialidades antes de tomar sua decisão.

Dados de notas de corte referentes ao SiSU 2025. Mensalidades aproximadas com base em tabelas publicadas pelas instituições em janeiro/fevereiro de 2026, consulte sempre o site oficial da instituição para valores atualizados. Conceitos de Curso conforme e-MEC (fevereiro de 2026).

Gostou deste artigo?

Receba conteúdos como este diretamente no seu e-mail.

Assinar newsletter

Artigos relacionados

Formação

Pós-Graduação em Engenharia Biomédica: Todos os Programas de Mestrado e Doutorado no Brasil [2026]

Guia completo com todos os 13 PPGs de Engenharia Biomédica em Engenharias IV: conceitos CAPES, classificação oficial da área, vagas, bolsas (até R$ 7.140/mês), processo seletivo, linhas de pesquisa e saídas de carreira para mestres e doutores.

26 min
Formação

Diferença entre Engenharia Biomédica e Engenharia Clínica: Tudo Que Você Precisa Saber [2026]

Engenharia biomédica é o campo amplo com 12+ subáreas; engenharia clínica é a especialização focada em gestão hospitalar. Tabela comparativa completa com salários, regulamentação e carreira.

13 min
Formação

50 Ideias de TCC em Engenharia Biomédica para se Inspirar [2026]

Lista com 50 ideias de TCC em Engenharia Biomédica organizadas por área técnica: instrumentação, IA, biomecânica, biomateriais, neuroengenharia e muito mais. Cada ideia traz nível de dificuldade, ferramentas recomendadas e referências reais.

17 min
Formação

Inglês Técnico para Engenharia Biomédica: Guia Completo de Vocabulário e Fluência [2026]

Guia completo de inglês técnico para engenharia biomédica: glossário com 120+ termos em instrumentação, sinais, imaging, biomateriais, biomecânica e regulatório, dados sobre proficiência no Brasil (EF EPI 2025), impacto salarial de +83% e recursos gratuitos para alcançar fluência técnica em 2026.

22 min
Ver todos os artigos