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Notas de Corte de Engenharia Biomédica no SiSU: Histórico e Como se Preparar [2026]

Confira todas as notas de corte do SiSU 2025 para Engenharia Biomédica nas universidades federais, compare a concorrência com outras engenharias e veja dicas práticas de preparação para o ENEM, cronograma de estudos e alternativas ao SiSU.

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17 de fevereiro de 2026
10 min de leitura

Entrar em Engenharia Biomédica por uma universidade pública federal exige notas competitivas no ENEM — em algumas universidades, comparáveis a cursos tradicionais como Engenharia Civil e Engenharia Elétrica. Este artigo reúne todas as notas de corte do SiSU 2025, analisa o nível de concorrência e oferece orientações práticas para quem está se preparando.

Este artigo faz parte do Guia Definitivo de Engenharia Biomédica.

Notas de corte SiSU 2025 — Ampla Concorrência

Universidade Cidade/UF Nota de Corte Nota Máxima
UFU Uberlândia/MG 754,24
UFPE Recife/PE 750,23
UFRN Natal/RN 715,53 814,67
UFNT Tocantins 708,19
UFRB Cruz das Almas/BA 410,60

Média nacional: 667,76 pontos.

Posição entre os cursos: Engenharia Biomédica ocupa o 36º lugar entre 88 cursos oferecidos pelo SiSU em termos de concorrência — ficando acima de engenharias como Engenharia Ambiental e Engenharia de Produção, e abaixo de Medicina, Engenharia da Computação e Direito.

Observações importantes

UFABC não aparece com nota de corte direta porque o ingresso ocorre via Bacharelado em Ciência e Tecnologia (BC&T), com seleção para Engenharia Biomédica acontecendo internamente após os primeiros semestres. A nota de corte do BC&T na UFABC gira em torno de 680-720 pontos.

UFSJ, UFPA e UNIFESP também participam do SiSU, mas os dados de corte do último edital podem não estar disponíveis em todas as fontes. Recomenda-se consultar o site do SiSU (sisu.mec.gov.br) no período de inscrição.

UFRB apresenta a nota de corte mais acessível (410,60), representando uma porta de entrada importante para quem deseja ingressar na profissão por universidade federal, mesmo com nota mais modesta no ENEM.

O que as notas revelam sobre a concorrência

A análise das notas de corte revela três faixas de concorrência:

Alta concorrência (acima de 740 pontos): UFU e UFPE. Requer desempenho excelente no ENEM, comparável a cursos como Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica nessas mesmas universidades.

Concorrência média (700-740 pontos): UFRN e UFNT. Ainda exige boa preparação, mas é mais acessível que os cursos mais disputados.

Concorrência acessível (abaixo de 500 pontos): UFRB. Nota significativamente abaixo das demais, refletindo o caráter mais recente do programa e a localização no interior da Bahia.

Comparação com outros cursos na mesma universidade

Na UFRN, por exemplo, a nota máxima de ingresso em Engenharia Biomédica atingiu 814,67 pontos — a segunda mais alta da universidade, atrás apenas de Medicina. Isso mostra que, em algumas universidades, a Engenharia Biomédica atrai candidatos de altíssimo nível.

Comparação com outras engenharias

Curso Nota média de corte (SiSU 2025, referência)
Engenharia da Computação ~730-780
Engenharia Biomédica ~668 (média nacional)
Engenharia Elétrica ~650-720
Engenharia Mecânica ~640-710
Engenharia Civil ~620-700
Engenharia Ambiental ~580-650

A Engenharia Biomédica situa-se no terço superior das engenharias em termos de concorrência.

Cotas e ações afirmativas

As universidades federais reservam vagas conforme a Lei de Cotas (Lei 12.711/2012):

  • Escola pública — Candidatos que cursaram integralmente o ensino médio em escola pública
  • Renda — Renda familiar bruta per capita igual ou inferior a 1 salário mínimo
  • PPI — Pretos, pardos e indígenas
  • PcD — Pessoas com deficiência

As notas de corte nas modalidades de cotas são geralmente 50 a 150 pontos mais baixas que na ampla concorrência. Para a UFU, por exemplo, enquanto a ampla concorrência exige 754 pontos, modalidades de cotas podem ter corte próximo a 630-680 pontos.

Verifique sempre as modalidades disponíveis no edital específico de cada universidade.

Como se preparar para atingir a nota de corte

Peso das áreas no ENEM para Engenharia Biomédica

Cada universidade define seus próprios pesos para as áreas do ENEM. Na maioria dos cursos de engenharia, as áreas com maior peso são:

Área Peso típico Importância
Matemática e suas Tecnologias Alto (peso 3-4) Crucial — é onde os candidatos de engenharia precisam se destacar
Ciências da Natureza Alto (peso 2-3) Física e Química são a base das engenharias
Redação Médio-alto (peso 2-3) Não pode ser negligenciada — uma nota baixa derruba a média
Linguagens Médio (peso 1-2) Menos decisiva, mas contribui
Ciências Humanas Médio (peso 1-2) Menos decisiva, mas contribui

Estratégia: Para maximizar sua nota ponderada, priorize Matemática e Ciências da Natureza (que juntas costumam representar 50-60% do peso total) sem negligenciar a Redação.

Dicas práticas de preparação

Matemática (a área mais decisiva): Domine os temas de maior incidência: funções (afim, quadrática, exponencial, logarítmica), geometria plana e espacial, probabilidade e estatística, análise combinatória e progressões. Resolva provas anteriores do ENEM cronometradas.

Ciências da Natureza: Foque em Física (mecânica, ondulatória, eletricidade) e Química (estequiometria, físico-química, orgânica). Biologia tem peso menor nas engenharias, mas não deve ser ignorada.

Redação: Treine pelo menos uma redação por semana. A nota de redação frequentemente é o fator que separa aprovados de não aprovados quando as notas objetivas são similares. Busque atingir pelo menos 800 pontos.

Simulados: Faça simulados completos com as provas dos últimos 5 anos, respeitando o tempo. O ENEM é uma prova de resistência — 90 questões em 5h30 no primeiro dia e 90 questões + redação em 5h30 no segundo.

Cronograma sugerido

Período Foco
Janeiro-março Revisão de conteúdo base; identificação de lacunas
Abril-junho Aprofundamento nos temas de maior peso; início de redações semanais
Julho-setembro Resolução intensiva de provas anteriores; simulados completos
Outubro-novembro Revisão final; simulados cronometrados; descanso antes da prova

Alternativas ao SiSU

Se a nota do ENEM não for suficiente para uma federal, existem outros caminhos:

Vestibular direto — Algumas universidades (especialmente privadas como PUC-PR, INATEL, Albert Einstein) possuem vestibular próprio, que pode ter critérios diferentes do ENEM.

ProUni — Bolsas integrais e parciais em universidades privadas para alunos com renda familiar de até 3 salários mínimos per capita. Exige nota mínima de 450 pontos no ENEM e nota acima de zero na redação.

FIES — Financiamento estudantil do governo federal para cursos em universidades privadas. Permite iniciar o pagamento após a formatura.

Bolsas institucionais — Muitas universidades privadas oferecem bolsas próprias por desempenho acadêmico, vestibular ou convênio.

Transferência interna/externa — Iniciar em outro curso de engenharia (com nota de corte menor) e transferir para Engenharia Biomédica após os primeiros semestres, quando há vagas disponíveis.

Perguntas frequentes

Qual a nota mínima para passar em Engenharia Biomédica?

Depende da universidade. A UFRB aceita candidatos com notas a partir de ~410 pontos. As mais concorridas (UFU, UFPE) exigem acima de 750. A média nacional é 667,76.

Engenharia Biomédica é mais concorrida que Engenharia Elétrica?

Na maioria das universidades, sim — a nota de corte tende a ser ligeiramente mais alta, refletindo o interesse crescente pela interface tecnologia-saúde.

Posso entrar na UFABC direto em Engenharia Biomédica?

Não. Na UFABC, o ingresso é pelo Bacharelado em Ciência e Tecnologia (BC&T). A seleção para Engenharia Biomédica ocorre internamente com base no desempenho nos primeiros semestres.

Vale a pena tentar uma universidade com nota mais baixa?

Sim, especialmente se a alternativa for não cursar. A UFRB e a UFNT oferecem formação em universidade federal com notas de corte significativamente mais acessíveis.

Volte ao Guia Definitivo de Engenharia Biomédica para explorar todas as seções.

Publicado por engenhariabiomedica.com

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